Antes de tudo, convém dizer que nesta manchete, Aécio está sendo sarcástico. Muito sarcástico.
Este blog com dezenas de outros, já vinhamos dizendo há séculos que depois dessas eleições, Serra seria limado da vida política nacional. Ele ia ser convidado (ele já "recusou" em público) pra ser presidente de seu extinto partido. E isso ocorreu. Depois, ele seria deixado ao léo, pagando o preço de sua arrogância, internado em ostracismo dentro de seu próprio meio.
Serra foi agora oficialmente rifado da vida pública por Aécio Neves. O mesmo Aécio que Serra não agradeceu no discurso final de sua derrota. Aliás, discurso, não. Em sua ameaça. Ele disse que voltaria. Isso sim é uma coisa séria. Algo pra nos preocuparmos.
Foi largado até por FHC que disse que não endossa mais quem não defenda o que ele fez. Como se alguém estivesse ligando pro que FHC endossa.
Mas o dado concreto é que Serra, por causa de sua sede de poder, por causa de sua pisada em centenas de cabeças dos mais diferentes partidos, foi trocado como o queridinho da oposição pelo bon vivant mineiro. Tanto a mídia quanto seus colegas de política (mui amigos, que nem ele) vão deixá-lo secar no sol do meio dia nordestino, sem sequer, um minúsculo sombrero.
O processo de fritura serrístico se deu no minuto em que ele obrigou o PSDB a aceitá-lo como candidato.
Vai pagar o preço, bem caro, por sinal. O tamanho do tombo é bem maior em razão da altura que se está. E Serra pensava que estava no topo da cadeia alimentar. Seu ego sempre foi imenso.
No caminho dele tinha umas pedras. Essas pedras se chamam Aécio, Roseana, Ciro... todas as pessoas em quem ele já pisou um dia, e que esperavam ansiosas pra dar o troco.
Fonte: Anais Políticos

Nenhum comentário:
Postar um comentário