quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

OUTRA NÃO NOTÍCIA DA FOLHA

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Muito já foi dito sobre a incompetência do jornalismo brasileiro em criar crises, em sabotar o governo de Lula. Mas como pedir para um jornalista do circuitão reconhecer alguma falha em qualquer assunto, é uma imensa perda de tempo, não adianta, sequer dar a dica. Ou seja, continuarão malhando com ferro frio.

E caindo no descrédito a cada dia. 

Hoje a Folha apresenta mais uma não notícia. Desta vez, na esteira da besteira criada em cima do aborto que Dilma jamais se declarou a favor (e que a mulher de Serra fez, enquanto estava no Chile e o casal "se esqueceu").

Nos momentos da campanha, tinham que criar algum factóide. Qualquer que fosse. Agora precisam implantar sementes de "polêmicas".

E como todos os jornalistas da Folha são realmente inteligentes, publicaram em manchete de seu site uma declaração bombástica. Uma ministra de Dilma disse um absurdo! Disse que mulher não é obrigada a ter filhos.

Eles se dão ao trabalho de designar um repórter para falar sobre isso. Depois não sabem onde vai o caminhão de dinheiro que é o custo das redações. Ocupam o tempo da reportagem e o mais precioso, da futura Ministra (que é pago pelo contribuinte) para obrigá-la a falar o que qualquer formiga no ocidente já sabe. A mulher pode optar em ter filhos, ou não.

Depois dizem que as "elites" brasileiras não são atrasadas. Isso, claro, se considerarmos a pessoa do jornalismo destacada para tal façanha, como "elite". O que ela quer agora, criar polêmica pela frase da Ministra? O qu ela quer então, criar um Estado fundamentalista do século 18 onde as mulheres só podiam escolher entre ter 8 ou 11 filhos?

Jornalismo no Brasil de 2010 virou um profissão patética e doentia. Os bons profissionais estão se vendo em papos de aranha, pensando seriamente em mudar de profissão. Diversos amigos deste medíocre escriba já avisaram que zarparão o barco porque têm vergonha de dizer em quê trabalham. Já não aguentam mais serem chamados de alienados nas festinhas de criança.

Mas a Folha, com suas não notícias, jamais reconhecerá o tamanho de sua inutilidade.
 
Fonte: Anais Politicos

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